Randal Kleiser pode ser um realizador de trazer por casa (que até não é) e ultimamente até pode não fazer grande coisa que se veja, mas há que reconhecer que, dentro do mais comercial cinema americano das últimas décadas, deixa uma indelével marca na memória colectiva cinéfila, através de obras (e êxitos) como Blue Lagoon, Grease, White Fang, Grandview USA e este Summer Lovers de que hoje vos falo. Summer Lovers é o típico filme de Verão na mais directa acepção do termo. Tem praia, tem jovens, corpos bonitos e tem uma hitória de amor a aquecer o ambiente. Mas há algo que em muito ultrapassa isso que o torna num espécimen incontornável entre os "summer movies" da vida. E é nisso que Randal Kleiser é mestre, na criação de um ambiente em que nos sentimos cúmplices e, mais do que isso, em que sentimos que partilhamos aquilo que os personagens sentem. Mas acima de tudo, é o poder de envocar a fantasia que há em nós que torna este Summer Lovers num dos mais belos filmes de Verão que há memória. Pena aquele final tão... tão... mas pronto, o filme é bom mesmo assim! :) Wednesday, July 12, 2006
Summer Lovers (Amantes de Verão), de Randal Kleiser, (1982)
Randal Kleiser pode ser um realizador de trazer por casa (que até não é) e ultimamente até pode não fazer grande coisa que se veja, mas há que reconhecer que, dentro do mais comercial cinema americano das últimas décadas, deixa uma indelével marca na memória colectiva cinéfila, através de obras (e êxitos) como Blue Lagoon, Grease, White Fang, Grandview USA e este Summer Lovers de que hoje vos falo. Summer Lovers é o típico filme de Verão na mais directa acepção do termo. Tem praia, tem jovens, corpos bonitos e tem uma hitória de amor a aquecer o ambiente. Mas há algo que em muito ultrapassa isso que o torna num espécimen incontornável entre os "summer movies" da vida. E é nisso que Randal Kleiser é mestre, na criação de um ambiente em que nos sentimos cúmplices e, mais do que isso, em que sentimos que partilhamos aquilo que os personagens sentem. Mas acima de tudo, é o poder de envocar a fantasia que há em nós que torna este Summer Lovers num dos mais belos filmes de Verão que há memória. Pena aquele final tão... tão... mas pronto, o filme é bom mesmo assim! :) Thursday, June 22, 2006
Saved! (Quem Nos Acode?), de Brian Dannelly (2004)

Monday, April 24, 2006
Simple Lies a.k.a RX, de Ariel Vromen (2005)

Simple Lies não é uma obra-prima. Longe disso. Provavelmente não vai ficar na história por nenhum motivo e o mais provável é que não fará nada pelas carreiras dos actores envolvidos, isto porque a sua distribuição, mesmo nos EUA, foi muito limitada. Mas sinceramente gostei de o ver. Foi uma surpresa agradável, esta história de 3 amigos (Eric Balfour, Lauren German e Colin Hanks) que viajam até ao México em busca de alguns prazeres proibidos e trazem de lá a tragédia inerente a actos irreflectidos. Simple Lies não é um filme fácil de ver. É lento, muito pausado e com um ritmo que pode impelir os mais desprevenidos à soneca. Algumas vezes quer ser mais do que é, outras vezes leva-se demasiado a sério, tem um argumento risível e está, portanto, longe de atingir a perfeição. Mas eu gostei. Querem tentar também?
Friday, March 31, 2006
Biloxi Blues (Os Rapazes de Biloxi), de Mike Nichols (1988)

Monday, March 20, 2006
A Christmas Carol (Espírito de Natal), de David Jones (1999)

Com um obra profundamente rica, Charles Dickens atingiu o seu pico de fama com o conto A Canção de Natal (A Cristmas Carol, no original) que, por diversas vezes já foi adaptada pela 7ª arte, desde o velhinho Scrooge com Albert Finney e Alec Guiness na versão dos anos 70, ao Scrooged que Richard Donner desastradamente realizou nos anos 80, passando muitas outras versões da mesma história. Em 1999, David Jones, realizador pouco conhecido que atingiu o seu pico com Betrayal, de 1983, dirigiu mais uma adaptação do clássico de Dickens para a TV por cabo, Hallmark (que, por falar nisso, já começa a dar-nos provas de qualidade em termos de produções deste género). E foi através desse mais suspeito meio que é a televisão, que surgiu uma das melhores, mais belas e mais fieis adaptações deste conto. Patrick Stewart encarna a pele de Ebenezer Scrooge, um velho solitário cuja avareza o distingue dos seus conterrâneos. Nem no Natal a sua única face se altera. Isto até ser visitado pelos fantasmas do Natal Presente, Passado e Futuro, que o vão fazer alterar a sua forma de encarar a vida. Desde o adequado ambiente de época, passando pelo magníco guarda-roupa e acabando em interpretações acima da média, tudo resulta neste telefilme com selo de qualidade que merece ser visto por todos os avarentos do mundo. A ver se isto muda um bocado... ;)
Monday, March 13, 2006
Dazed and Confused (Juventude Inconsciente), de Richard Linklater (1993)

Tuesday, February 21, 2006
Stealing Beauty (Beleza Roubada), de Bernanrdo Bertolucci (1996)

Sunday, February 12, 2006
Havoc, de Barbara Kopple (2005)

É estranho que um filme como Havoc passa despercebido em todo o mundo ainda que tenha uma temática não só actualíssima como urgente. Alisson (Anne Hathaway) e o seu grupo de amigos teenagers são brancos mas fazem tudo para parecer negros, para ter "atitude". Formam assim os PLC uma espécie de gang que se propõe apenas "curtir" a vida. No entanto, a busca incessante por novas experiências leva Alisson e as amigas a visitar os subúrbios de Los Angeles e a conhecer a verdadeira realidade dos gangs e das diferenças raciais culminando numa espiral de auto-destruição. Havoc não entra por caminhos fáceis muito por mérito do argumentista Stephen Gaghan (de Traffic e realizador do recente Syriana) que tenta evitar os clichés do género. Mas a grande surpresa virá, porventura, de Anne Hathaway que nos habituamos a ver no papel de princesa nos Diários da Princesa de Gary Marshall, e que aqui arrisca num personagem desregrado e com muito, muito carisma. Havoc não é um filme perfeito, longe disso, mas merecia melhor do que o direct-to-video a que foi vetado internacionalmente. A descobrir...
Tuesday, January 31, 2006
O Careca Dourado, versão 2006
Philip Seymour Hoffman - CAPOTE
Terrence Howard - HUSTLE & FLOW
Heath Ledger - BROKEBACK MOUNTAIN
Joaquin Phoenix - WALK THE LINE
David Strathairn - GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
ACTOR SECUNDÁRIO
George Clooney - SYRIANA
Matt Dillon - CRASH
Paul Giamatti - CINDERELLA MAN
Jake Gyllenhaal - BROKEBACK MOUNTAIN
William Hurt - A HISTORY OF VIOLENCE
ACTRIZ PRINCIPAL
Judi Dench - MRS. HENDERSON PRESENTS
Felicity Huffman - TRANSAMERICA
Keira Knightley - PRIDE & PREJUDICE
Charlize Theron - NORTH COUNTRY
Reese Witherspoon - WALK THE LINE
ACTRIZ SECUNDÁRIA
Amy Adams - JUNEBUG
Catherine Keener - CAPOTE
Frances McDormand - NORTH COUNTRY
Rachel Weisz - THE CONSTANT GARDENER
Michelle Williams - BROKEBACK MOUNTAIN
FILME DE ANIMAÇÃO
HOWL'S MOVING CASTLE
TIM BURTON'S CORPSE BRIDE
WALLACE & GROMIT IN THE CURSE OF THE WERE-RABBIT
DIRECÇÃO ARTÍSTICA
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
HARRY POTTER AND THE GOBLET OF FIRE
KING KONG
MEMOIRS OF A GEISHA
PRIDE & PREJUDICE
FOTOGRAFIA
BATMAN BEGINS
BROKEBACK MOUNTAIN
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
MEMOIRS OF A GEISHA
THE NEW WORLD
GUARDA-ROUPA
CHARLIE AND THE CHOCOLATE FACTORY
MEMOIRS OF A GEISHA
MRS. HENDERSON PRESENTSPRIDE & PREJUDICE
WALK THE LINE
REALIZAÇÃO
BROKEBACK MOUNTAIN
CAPOTE
CRASH
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
MUNICH
DOCUMENTÁRIO (LONGA-METRAGEM)
DARWIN'S NIGHTMARE
ENRON: THE SMARTEST GUYS IN THE ROOM
MARCH OF THE PENGUINS
MURDERBALL
STREET FIGHT
DOCUMENTÁRIO (CURTA METRAGEM)
THE DEATH OF KEVIN CARTER: CASUALTY OF THE BANG BANG CLUB
GOD SLEEPS IN RWANDA
THE MUSHROOM CLUB
A NOTE OF TRIUMPH: THE GOLDEN AGE OF NORMAN CORWIN
EDIÇÃO
CINDERELLA MAN
THE CONSTANT GARDENER
CRASH
MUNICH
WALK THE LINE
FILME DE LÍNGUA NÃO INGLESA
DON'T TELL
JOYEUX NOèL
PARADISE NOW
SOPHIE SCHOLL - THE FINAL DAYS
TSOTSI
CARACTERIZAÇÃO
THE CHRONICLES OF NARNIA: THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE
CINDERELLA MAN
STAR WARS: EPISODE III REVENGE OF THE SITH
MÚSICA (BANDA SONORA ORIGINAL)
BROKEBACK MOUNTAIN
THE CONSTANT GARDENER
MEMOIRS OF A GEISHA
MUNICH
PRIDE & PREJUDICE
MÚSICA (CANÇÃO ORIGINAL)
"In the Deep" - CRASH
"It's Hard Out Here for a Pimp" - HUSTLE & FLOW
"Travelin' Thru" - TRANSAMERICA
FILME
BROKEBACK MOUNTAIN
CAPOTE
CRASH
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
MUNICH
CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
BADGERED
THE MOON AND THE SON: AN IMAGINED CONVERSATION
THE MYSTERIOUS GEOGRAPHIC EXPLORATIONS OF JASPER MORELLO
9
ONE MAN BAND
CURTA-METRAGEM DE IMAGEM REAL
AUSREISSER (THE RUNAWAY)
CASHBACK
THE LAST FARM
OUR TIME IS UP
SIX SHOOTER
EDIÇÃO DE SOM
KING KONG
MEMOIRS OF A GEISHA
WAR OF THE WORLDS
MISTURA DE SOM
THE CHRONICLES OF NARNIA: THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE
KING KONG
MEMOIRS OF A GEISHA
WALK THE LINE
WAR OF THE WORLDS
EFEITOS VISUAIS
THE CHRONICLES OF NARNIA: THE LION, THE WITCH AND THE WARDROBE
KING KONG
WAR OF THE WORLDS
ARGUMENTO ADAPTADO
BROKEBACK MOUNTAIN
CAPOTE
THE CONSTANT GARDENER
A HISTORY OF VIOLENCE
MUNICH
ARGUMENTO ORIGINAL
CRASH
GOOD NIGHT, AND GOOD LUCK.
MATCH POINT
THE SQUID AND THE WHALE
SYRIANA
para já, aqui fica uma primeira apreciação das nomeações aos Óscar.
1) Em primeiro lugar, a minha vénia para a nomeação do regressado (e magnífico) Matt Dillon que, acerta altura, parecia mesmo ter-se já convertido num has been.
2) O Crash é grande e, para minha grande surpresa, não foi esquecido das nomeações. Merece-as inteiramente.
3) Grande surpresa as não-nomeações do Walk The Line nas principais categorias, excepto na de Melhor Actriz e Actor. Parece-me que a Reese Witherspoon levará o Oscar, não apenas pela sua magnífica interpretação, mas também para compensar a falta de nomeações de James Mangold e do filme em si.
4) Capote é muito bom, mas admira-me, sinceramente, um filme deste género merecer tanta atenção por parte da Academia. Aliás, os Oscars deste ano fazem-me muito lembrar determinados festivais de cinema independentes e não uma máquina ao serviço de Hollywood.
5) Goste-se ou não de Spielberg, e eu gosto muito, ele lá está, com o seu Munich. Sejamos sinceros, as nomeações são merecidas mas pergunto-me porquer tardam tanto em dar a devida atenção a um dos melhores actores da sua geração: Eric Bana.
6) George Clooney concorre em três (três!!!!) categorias diferentes - a saber, Actor Secundário em Syriana, Argumento Original e Realização por Good Night, and Good Luck. Rendam-se, definitivamente, àquele que é um dos astros maiores em Hollywood.
7) Brokeback Mountain tem 8 nomeações e merece-as a todas. O filme é muito bom e tanto Ang Lee como os actores são brilhantes.
8) Felicity Huffman lá está, nomeada pelo "seu" Transamérica. Se vencer será muito justo, mas será que o filme chegará a Portugal?
9) Keira Knightley erradia alegria e personalidade na sua actuação em Pride & Prejudice elevando um projecto aparentemente banal à categoria de guity pleasure do ano. A sua nomeação foi uma surpresa que caíu muito bem.
10) The Constant Gardener teve algumas nomeações mas, tendo em conta que é um dos grande filmes do an oi, merecia mais. Onde estão Ralph Fiennes e Fernando Meirelles?
11) Catherine Keener é brilhante e começa a receber a atenção que há muito lhe é devida. Capote trouxe justiça a uma das raínhas do cinema independente.
12) Embora muita gente discorde da minha opinião, considero que Jarhead merecia um pouco mais de atenção por parte da Academia, tal como Lard of War. Nicolas Cage e Jake Gyllenhaal mereciam mais do que tiveram, ainda que o último tenha sido nomeado como Actor Secundário em Brokeback Mountain.
13) Paul Haggis redimiu-se definitivamente por ter criado, em tempos idos, uma coisa chamada Walker, the Texas Ranger. Caso a premiação pelo argumento do bom Million Dollar Baby no ano passado não tenha chegado, a sua nomeação como Realizador e Argumentista por Crash acabam com qualquer dúvida.
14) Alguém tem sempre de ficar de fora mas tenho pena por Matchpoint e A History of Violence que me parecem filmes de eleição. As suas nomeações em categorias menores sabem a pouco.
15) Uma última referência para John Williams que junta à sua interminável lista de nomeações as de Munich e de Memois of a Geisha. Ah, grande homem...
Friday, January 27, 2006
The Public Eye (O Repórter Indiscreto), de Howard Franklin (1992)

Thursday, January 26, 2006
Hype!, de Doug Pray (1996)

Tendo vivido o fenómeno grunge mais durante a sua decadência do que propriamente no seu auge, venho hoje recomendar-vos um magnífico documentário chamado Hype!, que o realizador Doug Pray escolheu fazer para começar a sua carreira. É sobre grunge, sobre Seattle, sobre a vida naquela cidade no pré, durante e no pós-grunge. Quem não for apreciador de música ou do fenómeno em particular provavelmente não lhe achará grande piada. Mas os restantes que se cheguem, pois aqui está um filme muito recomendável. Nota-se que Pray faz aqui um labour of love. Tudo aqui é tratado com carinho e algum gozo mesmo que, aqui e ali se note um tratamento demasiado light de uma época que não foi perfeita. Mas está quase tudo lá, entrevistas com os protagonistas, imagens inéditas e conclusões muito verdadeiras (ainda que por vezes dolorosas) acerca de um tempo que foi intenso mas esteve longe de ser perfeito. Ou talvez não... Talvez a maior (única?) fraqueza deste documentário resida no facto de ter sido feito ainda com as lembranças demasiado frescas mas, se isso o torna inevitavelmente menos incisivo, também o torna mais apaixonado. Não se pode ter tudo e, já agora, do mal o menos!!
Chris Penn - A morte aos 40 anos

É uma daquelas notícias que me deixa realmente triste. Chris Penn, actor de 40 anos, irmão do também actor Sean Penn, faleceu esta terça-feira, dia 24, na sua casa em Santa Mónica na Califórnia. Não vou cair no lugar-comum de desatar aqui a chorar (ele até merecia), mas espero que os mais desatentos percebam que estavamos na presença de um grande actor a que nem sempre foram dadas as merecidas oportunidades. A última vez que o vi foi no sofrível Shelter Island, filme no qual nem a talentosa (e também sub-aproveitada) Ally Sheedy se safava, mas recordá-lo-ei sempre em filmes maravilhosos que marcaram uma época como Footloose, Rumble Fish e At Close Range, e já mais recentemente, no grande Reservoir Dogs de Quentin Tarantino, no Short Cuts de Robert Altman ou no The Funeral de Abel Ferrara. Agora que penso bem, e para quem tinha só 40 anos e não era uma estrela de primeira linha,tenho de convir que Chris Penn ainda se safou muito bem. Vou ter imensas saudades dele...
Tuesday, January 24, 2006
U-Turn (Sem Retorno), de Oliver Stone (1997)

Colecção de DVDs Fantasporto
Monday, January 16, 2006
Radio Flyer (A Força da Ilusão), de Richard Donner (1992)

Monday, January 09, 2006
Cineastas "Perdidos" - Rob Reiner

Mean Creek (Uma Pequena Vingança), de Jacob Aaron Estes (2004)

O que fazer quando uma brincadeira toma dimensões trágicas? E como viver com as consequências dela? Estas são apenas algumas das questões deixadas por Jacob Aaron Estes neste brilhante Mean Creek que há poucos dias descobri num videoclube. Mean Creek é a história de um grupo de amigos que decide vingar-se de um outro rapaz de quem sofriam constantes agressões. Para isso, fazem-se passar por seus amigos e levam-no a um passeio de barco que não correrá da forma esperada. Contar algo mais seria estragar a (grande) surpresa que é esta primeira longa-metragem de Estes, um prodígio de 90 minutos que não só nos envolve na história como nos faz sentir o que os persongens do filme sentem. Do elenco nem vale a pena falar já que até os Independent Spirit Awards decidiram atribuir um prémio especial ao cast do filme. Mas o que ainda acaba por surpreender mais é que um filme tão premiado e com tanto potencial comercial tenha escapado mais uma vez ao olhar dos portugueses entretidos com "coisas" como O Nevoeiro e afins... Este Mean Creek é a versão hard do Stand By Me de Rob Reiner. Uma mui grata experiência!
