Tuesday, August 03, 2010

Once (No Mesmo Tom), de John Carney (2009)

Falar de Once não é fácil porque se cai no risco da redundância. E muito já foi dito sobre este belo poema em forma de filme. A história parece simples: um artista de rua e uma vendedora de flores encontram-se causalmente e começam a partilhar entre si a paixão que nutrem pela música, até ao momento em que decidem experimentar tocar juntos.
Na sua essência, Once é um filme que redefine gerações e a forma como muitas pessoas se vêem retratadas neste quadro realista, eleva-o a filme de culto. É uma daquelas obras que, mesmo não sendo um sucesso massivo de bilheteira, perdura pela eternidade no coração de quem a vê.
Once é um filme sobre o amor, o concretizado mas sobretudo o falhado. Mas é, acima de tudo, uma ode à concretização dos sonhos mesmo que isso implique correr riscos elevados. E é um hino à superação pessoal, à música e a tudo aquilo que ela acarreta consigo.
Glen Hansard e Marketa Irglova são absolutamente fantásticos e a banda-sonora, da responsabilidade do duo, é dos objectos musicais mais ternos que tive oportunidade de ouvir nos últimos anos.
Um filme que apetece ver sozinho e sentir que é só nosso.

TRAILER

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